reflexão

 

 

Momento de parar e pensar um pouco na vida e em tudo ao redor

cada mensagem de reflexão,é para ser refetida e analisada na alma.

 

seja bem vindo

 

 

 

A Felicidade não é deste mundo

Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isso, meus caros filhos, prova, melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo." Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições essenciais à felicidade. Digo mais: nem mesmo reunidas essas três condições tão desejadas, porquanto incessantemente se ouvem, no seio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.

Diante de tal fato, é incontestável que as classes laboriosas e militantes invejem com tanta ânsia a posição das que parecem favorecidas da fortuna. Neste mundo, por mais que faça, cada um tem a sua parte de labor e de miséria, sua cota de sofrimentos e de decepções, donde facilmente se chega à conclusão de que a Terra é lugar de provas e de expiações.

Assim, pois, os que pregam que ela é a única morada do homem e que somente nela e numa só existência é que lhe cumpre alcançar o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam os que os escutam, visto que demonstrado está, por experiência arqui-secular, que só excepcionalmente este globo apresenta as condições necessárias à completa felicidade do indivíduo.

Em tese geral pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia a cuja conquista as gerações se lançam sucessivamente, sem jamais lograrem alcançá-la. Se o homem ajuizado é uma raridade neste mundo, o homem absolutamente feliz jamais foi encontrado.

O em que consiste a felicidade na Terra é coisa tão efêmera para aquele que não tem a guiá-lo a ponderação, que, por um ano, um mês, uma semana de satisfação completa, todo o resto da existência é uma série de amarguras e decepções. E notai, meus caros filhos, que falo dos venturosos da Terra, dos que são invejados pela multidão.

Conseguintemente, se à morada terrena são peculiares as provas e a expiação, forçoso é se admita que, algures, moradas há mais favorecidas, onde o Espírito, conquanto aprisionado ainda numa carne material, possui em toda a plenitude os gozos inerentes à vida humana. Tal a razão por que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão gravitar um dia, quando vos achardes suficientemente purificados e aperfeiçoados.

Todavia, não deduzais das minhas palavras que a Terra esteja destinada para sempre a ser uma penitenciária. Não, certamente! Dos progressos já realizados, podeis facilmente deduzir os progressos futuros e, dos melhoramentos sociais conseguidos, novos e mais fecundos melhoramentos. Essa a tarefa imensa cuja execução cabe à nova doutrina que os Espíritos vos revelaram.

Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime e que cada um de vós se despoje do homem velho. Deveis todos consagrar-vos à propagação desse Espiritismo que já deu começo à vossa própria regeneração. Corre-vos o dever de fazer que os vossos irmãos participem dos raios da sagrada luz. Mãos, portanto, à obra, meus muito queridos filhos! Que nesta reunião solene todos os vossos corações aspirem a esse grandioso objetivo de preparar para as gerações porvindouras um mundo onde já não seja vã a palavra felicidade.

François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot. (Paris, 1863.)
O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec

 

 

 

Confiança nos outros

Acima de tudo, nós devemos ter confiança em Deus. Confiança é força que acumulamos em nossos caminhos, é alegria que aumentamos na intimidade do coração e amizade que cresce dos outros para nós.

Não podemos cair no esmorecimento, avaliando que somos todos filhos do mesmo Pai; portanto, por que entrar na decadência diante da vida? Já pensaste na grandeza de Deus, nos Seus feitos, no seu amor e na sua bondade?

Pensa um pouco na solicitude de Nosso Senhor, e passarás a te revestires de coragem, de alegria, de caridade e mesmo de amor. Presta bem atenção: essa força parte da igualdade, porque se Deus é amor, Ele tanto ama aos outros, quanto a nós. Tira as dificuldades da tua mente e a paz passará a reinar em tua consciência, com todas as forças que te ofertam o melhor, que farão nascer no teu mundo interno o contetamento de viver, por conheceres que o Senhor se encontra contigo, dirigindo-te e te amparando em tuas necessidades.

Seja qual for a criatura, confia nela e, pela tua confiança, faze com que ela se impulsione para frente, animando-a para todas as lutas que porventura surgirem. Observa o quanto Jesus fazia em nome de Deus, por confiar nele e ouvi-lo, no seu comando.

Nós, os Espíritos, Seus filhos, devemos fazer o mesmo, primeiramente confiando no Criador, e depois na escala infinita das coisas. Vê a casa terrena que, com toda a segurança nos fornece acolhimento a altura das nossas necessidades; é o amor de Deus consubstanciando-se em todas as direções, para o amparo das criaturas.

Mesmo em pensamentos, não te esqueças de confiar nos outros; mesmo em palavras, tem confiança nos companheiros que te cercam, não passando aflições sem comunicar-lhes, que eles têm Deus como Pai de Amor, que os ajuda em qualquer circunstância.

Se tudo e todos são filhos de Deus, nascidos na mesma Luz, por que temer a vida e as coisas? Vamos remover o entulho imprestável da nossa mente, favorecendo somente a vontade do amor, que gera caridade, a força do perdão, que gera amizade, a vontade do entendimento, que gera a paz.

E não podemos nos esquecer de confiar em nós mesmos, de sorte a sustentar a crença na felicidade, certificando-nos de que a vida é difícil de ser interpretada, por causa da sua grandeza; se Deus é a árvore da vida universal, por bem dizer nós somos as flores exalando o perfume que d'Ele vem, que é o alimento da própria existência.

Trabalhemos juntos com o mesmo ideal de servir amando, de servir desculpando, de servir entendendo, que o crescimento vem como justiça do céu para os corações que confiam. Se tudo vem de Deus, para nós é uma alegria saber que Ele é Amor.

Ajuda no que puderes, onde quer que seja; passe ajudando e servindo, fica ajudando e servindo; eleva-te fazendo o mesmo, porque essa lei é universal.
Deus a ninguém desampara, porque tudo e todos são seus filhos, e Ele deseja que para todos flua o Seu amor, de maneira que o bem-estar seja o bem-estar da própria vida.
Alimentemos a confiança em Deus, que Ele já confia em nós.


Retirado do Livro "Cura-te a ti mesmo - Espírito Miramez, por João Nunes Maia - pág 82"

 

 

 

 

 

Perdão das ofensas

Quantas vezes perdoarei a meu irmão? Perdoar-lhe-eis, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes. Aí tendes um dos ensinos de Jesus que mais vos devem percutir a inteligência e mais alto falar ao coração. Confrontai essas palavras de misericórdia com a oração tão simples, tão resumida e tão grande em suas aspirações, que ensinou a seus discípulos, e o mesmo pensamento se vos deparará sempre. Ele, o justo por excelência, responde a Pedro: perdoarás, mas ilimitadamente; perdoarás cada ofensa tantas vezes quantas ela te for feita; ensinarás a teus irmãos esse esquecimento de si mesmo, que torna uma criatura invulnerável ao ataque, aos maus procedimentos e às injúrias; serás brando e humilde de coração, sem medir a tua mansuetude; farás, enfim, o que desejas que o Pai celestial por ti faça. Não está ele a te perdoar freqüentemente? Conta porventura as vezes que o seu perdão desce a te apagar as faltas?

Prestai, pois, ouvidos a essa resposta de Jesus e, como Pedro, aplicai-a a vós mesmos. Perdoai, usai de indulgência, sede caridosos, generosos, pródigos até do vosso amor. Dai, que o Senhor vos restituirá; perdoai, que o Senhor vos perdoará; abaixai-vos, que o Senhor vos elevará; humilhai-vos, que o Senhor fará vos assenteis à sua direita.

Ide, meus bem-amados, estudai e comentai estas palavras que vos dirijo da parte dAquele que, do alto dos esplendores celestes, vos tem sempre sob as suas vistas e prossegue com amor na tarefa ingrata a que deu começo, faz dezoito séculos. Perdoai aos vossos irmãos, como precisais que se vos perdoe. Se seus atos pessoalmente vos prejudicaram, mais um motivo aí tendes para serdes indulgentes, porquanto o mérito do perdão é proporcionado à gravidade do mal. Nenhum merecimento teríeis em relevar os agravos dos vossos irmãos, desde que não passassem de simples arranhões.

Espíritas, jamais vos esqueçais de que, tanto por palavras, como por atos, o perdão das injúrias não deve ser um termo vão. Pois que vos dizeis espíritas, sede-o. Esquecei o mal que vos hajam feito e não penseis senão numa coisa: no bem que podeis fazer. Aquele que enveredou por esse caminho não tem que se afastar daí, ainda que por pensamento, uma vez que sois responsáveis pelos vossos pensamentos, os quais todos Deus conhece. Cuidai, portanto, de os expungir de todo sentimento de rancor. Deus sabe o que demora no fundo do coração de cada um de seus filhos. Feliz, pois, daquele que pode todas as noites adormecer, dizendo: Nada tenho contra o meu próximo. Simeão. (Bordéus, 1862.)

Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si próprio; perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar-se melhor do que era. Perdoai, pois, meus amigos, a fim de que Deus vos perdoe, porquanto, se fordes duros, exigentes, inflexíveis, se usardes de rigor até por uma ofensa leve, como querereis que Deus esqueça de que cada dia maior necessidade tendes de indulgência? Oh! ai daquele que diz: "Nunca perdoarei", pois pronuncia a sua própria condenação. Quem sabe, aliás, se, descendo ao fundo de vós mesmos, não reconhecereis que fostes o agressor? Quem sabe se, nessa luta que começa por uma alfinetada e acaba por uma ruptura, não fostes quem atirou o primeiro golpe, se vos não escapou alguma palavra injuriosa, se não procedestes com toda a moderação necessária? Sem dúvida, o vosso adversário andou mal em se mostrar excessivamente suscetível; razão de mais para serdes indulgentes e para não vos tomardes merecedores da invectiva que lhe lançastes. Admitamos que, em dada circunstância, fostes realmente ofendido: quem dirá que não envenenastes as coisas por meio de represálias e que não fizestes degenerasse em querela grave o que houvera podido cair facilmente no olvido? Se de vós dependia impedir as conseqüências do fato e não as impedistes, sois culpados. Admitamos, finalmente, que de nenhuma censura vos reconheceis merecedores: mostrai-vos dementes e com isso só fareis que o vosso mérito cresça.

Mas, há duas maneiras bem diferentes de perdoar: há o perdão dos lábios e o perdão do coração. Muitas pessoas dizem, com referência ao seu adversário: "Eu lhe perdôo", mas, interiormente, alegram-se com o mal que lhe advém, comentando que ele tem o que merece. Quantos não dizem: "Perdôo" e acrescentam. "mas, não me reconciliarei nunca; não quero tornar a vê-lo em toda a minha vida." Será esse o perdão, segundo o Evangelho? Não; o perdão verdadeiro, o perdão cristão é aquele que lança um véu sobre o passado; esse o único que vos será levado em conta, visto que Deus não se satisfaz com as aparências. Ele sonda o recesso do coração e os mais secretos pensamentos. Ninguém se lhe impõe por meio de vãs palavras e de falsidades. O esquecimento completo e absoluto das ofensas é peculiar às grandes almas; o rancor é sempre sinal de baixeza e de inferioridade. Não olvideis que o verdadeiro perdão se reconhece muito mais pelos atos do que pelas palavras. - Paulo, apóstolo. (Lião, 1861.)

Retirado do Evagelho segundo o Espiritismo - Allan Kardec

 

 

 

 

A marcha

Importa seguir sempre, em busca da edificação espiritual definitiva. Indispensável caminhar, vencendo obstáculos e sombras, transformando todas as dores e dificuldades em degraus de ascensão.
Traçando o seu programa, referia-se Jesus à marcha na direção de Jerusalém, onde o esperava a derradeira glorificação pelo martírio. Podemos aplicar, porém, o ensinamento às nossas experiências incessantes no roteiro da Jerusalém de nossos testemunhos redentores.

É imprescindível, todavia, esclarecer a característica dessa jornada para a aquisição dos bens eternos.
Acreditam muitos que caminhar é invadir as situações de evidência no mundo, conquistando posições de destaque transitório ou trazendo as mais vastas expressões financeiras ao círculo pessoal.

Entretanto não é isso.

Nesse particular, os chamados "homens de rotina" talvez detenham maiores probabilidades a seu favor. A personalidade dominante, em situações efêmeras, tem a marcha inçada de perigos, de responsabilidades complexas, de ameaças atrozes. A sensação de altura aumenta a sensação de queda.
É preciso caminhar sempre, mas a jornada compete ao Espírito eterno, no terreno das conquistas interiores.
Muitas vezes, certas criaturas que se presumem nos mais altos pontos da viagem, para a Sabedoria Divina se encontram apenas paralisadas na contemplação de fogos-fátuos.
Que ninguém se engane nas estações do falso repouso. Temos de nos melhorar sempre.
Importa trabalhar, conhecer-se, iluminar-se e atender ao Cristo, diariamente. Para fixarmos semelhante lição em nós, temos nascido na Terra, partilhando-lhe as lutas, gastando-lhe os corpos e nela tornaremos a renascer. 



 

As estradas que nos levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento intimo cuja prática só pode ser exercida pausadamente, pois a verdadeira fórmula da felicidade é a realização de um constante trabalho interior.
Ser feliz não é uma questão de circunstância, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, porém de uma atitude comportamental em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra.

Nosso principal objetivo é progedir espiritualmente e, ao mesmo tempo, tomar consciência de que os momentos felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho.

No entanto, por acreditarmos que cabe unicamente a nós a responsabilidade pela felicidade dos outros, acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Como consequência, não administramos, não dirigimos e não conduzimos nossos próprios passos. Tomamos como jugo deveres que não são nossos e assumimos compromissos que pertencem ao livre-arbítrio dos outros.

O nosso erro começa quando zelamos pelas outras pessoas e as protegemos, deixando de segurar as rédeas de nossas decisões e de nossos caminhos.
Construímos castelos no ar, sonhamos e sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade e, por entre ilusões românticas, investimos toda a nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos senpre a decepções crônicas.
Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.

Retirado do Livro Renovando Atitudes - Francisco do Espírito Santo Neto/ Hammed

 

 

 

Tenhamos Paz

Se não é possível respirar num clima de paz perfeita, entre as criaturas, em face da ignorância e da belicosidade que predominam na estrada humana, é razoável procure o aprendiz a serenidade interior, diante dos conflitos que buscam envolvê-lo a cada instante.
Cada mente constitui extenso núcleo de governo espiritual, subordinado agora a justas limitações, servido por várias potências, traduzidas nos sentidos e percepções.
Quando todos os centros individuas de poder estiverem dominados em si mesmos, com ampla movimentação no rumo do legítimo bem, então a guerra será banida do Planeta.
Para isso, porém, é necessário que os irmãos em humanidade, mais velhos na experiência e no conhecimento, aprendam a ter paz consigo.

Educar a visão, a audição, o gosto e os ímpetos representa base primordial do pacifismo edificante.
Geralmente, ouvimos, vemos e sentimos, conforme nossas inclinações e não segundo a realidade essencial.
Registramos certas informações, longe da boa intenção em que forma inicialmente vazadas, e, sim, de acordo com as nossas pertubações internas. Anotamos situações e paisagens com a luz ou com a treva que nos absorvem a inteligência.
Sentimos com a reflexão ou com o caos que instalamos no próprio entendimento.

Eis por que, quanto nos seja possível, façamos seneridade em torno de nossos passos, ante os conflitos da esfera em que nos achamos.
Sem calma, é impossível observar e trabalhar para o bem.
Sem paz, dentro de nós, jamais alcançaremos os círculos da paz verdadeira.

Retirado do Livro Pão Nosso - Francisco Cândido Xavier/Emmanuel


 

O Cristo

Jesus não veio destruir a lei, isto é, a lei de Deus; veio cumpri-la, isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens. Por isso é que se nos depara, nessa lei, o principio dos deveres para com Deus e para com o próximo, base da sua doutrina.
Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas, ele, ao contrário, as modificou profundamente, quer na substancia, quer na forma. Combatendo constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, por mais radical reforma não podia fazê-las passar, do que as reduzindo a esta única prescrição: "Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo", e acrescentando: aí estão a lei toda e os profetas.

Por estas palavras: "O céu e a Terra não passarão sem que tudo esteja cumprido até o último iota", quis dizer Jesus ser necessário que a lei de Deus tivesse cumprimento integral, isto é, fosse praticada na Terra inteira, em toda a sua pureza, com todas as suas ampliações e conseqüências. Efetivamente, de que serviria haver sido promulgada aquela lei, se ela devesse constituir privilégio de alguns homens, ou, sequer, de um único povo? Sendo filhos de Deus todos os homens, todos, sem distinção nenhuma, são objeto da mesma solicitude.

Mas, o papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Cabia-lhe dar cumprimento às profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra e sim a que é vivida no reino dos céus; viera ensinar-lhes o caminho que a esse reino conduz, os meios de eles se reconciliarem com Deus e de pressentirem esses meios na marcha das coisas por vir, para a realização dos destinos humanos.
Entretanto, não disse tudo, limitando-se, respeito a muitos pontos, a lançar o gérmen de verdades que, segundo ele próprio o declarou, ainda não podiam ser compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos implícitos. Para ser apreendido o sentido oculto de algumas palavras suas, mister se fazia que novas idéias e novos conhecimentos lhes trouxessem a chave indispensável, idéias que, porém, não podiam surgir antes que o espírito humano houvesse alcançado um certo grau de madureza. A Ciência tinha de contribuir poderosamente para a eclosão e o desenvolvimento de tais idéias. Importava, pois, dar à Ciência tempo para progredir.

Retirado de: "O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec"

 

 

 

 

Sempre o Amor

A palavra amor nos dias de hoje, possui uma vasta aplicação teórica que a vulgariza e a torna desgastada, de difícil caracterização no que toca à sinceridade de quem a usa. Amar significa doar-se. Doar do que tem e, sobretudo, de si mesmo. Aprendeu a mar aquele que freqüentou e foi aprovado na escola da renúncia, da paciência e do perdão. Hoje, os que dizem amar pretendem possuir, impor diretrizes, cercear ideais. Temos o que retemos e retemos aquilo a que franqueamos liberdade. Amar ao próximo constitui tal raridade nos dias atuais, que quando surge alguém mais fraterno, logo é rotulado de puxa-saco, ou colocado entre os que procuram vantagens pessoais pela bajulação. Dias há em que encontramos dificuldade em amar até aos amigos, imaginem aos inimigos, como aconselha o evangelho. O amor doação é conquista rara de raros Espíritos, que renunciam a si próprios e seguem limpando chagas e enxugando lágrimas pelo vale dos aflitos. Quem diz amar e ausenta-se da disciplina, não ama. Quem se diz amoroso e não se faz de enfermeiro, não ama. Ama aquele que, reconhecendo-se frágil, faz-se forte para amparar a enfermidade. É comum ouvirmos jovens, em confidências, dizerem:
- Eu te amo!
No entanto, não resistem por um mês no teste de convivência.

O exemplo maior dessa virtude é Jesus. Se Kardec foi o bom senso encarnado, Jesus foi o amor encarnado, clarificando com a sua luz gloriosa as nossas trevas espirituais. "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei". Eis a receita para a felicidade neste mundo. Mais de dois mil anos passados e o homem ainda não conseguiu adaptar-se a este mandamento, preferindo o "armai-vos uns aos outros". Quando nos amaremos? Talvez a dor seja a única mestra a saber de tais perspectivas. 


Retirado do livro "Diário de um Doutrinador - Luiz Gonzaga Pinheiro"



 

Perante nós mesmos

Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a autocrítica do auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.
Toda presunção evidencia afastamento do Evangelho.
Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos que signifiquem profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições, na redação de livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações e outras quaisquer tarefas.
A exploração da fé anula os bons sentimentos.
Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos companheiros e às organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros.
O Espiritismo é caminho libertador.
Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se ver na contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.
O afastamento do dever é deserção.
Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver os encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os auxílios periódicos às instituições fraternais.
Palavra empenhada, lei no coração.
Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.
O espírita está informado de que o acaso não existe.
Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam.
O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranqüila, a fortaleza inatacável.

"Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos." - Paulo. (II CORÍNTIOS, 13:5.)

Do livro 'Conduta Espírita'
André Luiz / Chico Xavier

 

 

 

Pré-ocupação

"Observai os pássaros do céu: eles não semeiam nem colhem..."
"Observai como crescem os lírios dos campos: eles não trabalham nem fiam..."
"...não estejais inquietos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. A cada dia basta o seu mal"

(Passagem bíblica - Cap XXV, item 6)


A estratégia da preocupação é nos manter distantes do momento presente, imobilizando as realizações do agora em função de coisas que poderão ou não acontecer.
Desperdiçamos, por conseqüência, tempo e energias preciosas, obcecados com os eventos do porvir, sobre oa quais não temos qualquer tipo de comando, pois olvidamos que tudo que podemos e devemos dirigir é somente nossas próprias vidas.

São realmente diversas as preocupações sobre as quais não temos nenhum controle: a doença dos outros, a alegria dos filhos, o amor das pessoas, o julgamento alheio sobre nós, a morte de familiares e outras tantas. Podemos, porém, nos "pré-ocupar" o quanto quisermos com essas questões, que não traremos a saúde, a felicidade, o amor, a consideração ou mesmo o retorno à vida, porque todas elas são coisas que fogem às nossas possibilidades.
Outra questão é quando passamos por enormes desequilíbrios causados pelo desgaste emocional de nos ocuparmos antes do tempo certo com coisas e pessoas, o que ocasiona insônias, decepções e angústias pelo temor antecipado do que poderá vir a acontecer no amanhã.

Não confundamos "pré-ocupação" com "previdência", porque se preparar ou ser precavido para realizar planos para dias vindouros é tino de bom senso e lógica; mas prudência naõ é preocupação, porque enquanto uma é sensata e moderada, a outra é irracional e tolhe o indivíduo, prejudicando-o nos seus projetos e empreendimentos do hoje.
(...)
"Não estejais inquietos com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. A cada dia basta seu mal"
O Criador provê suas criaturas com o necessário, porquanto seria impossível a Natureza criar em nós uma necessidade sem nos dar meios para supri-la.

"Vede os pássaros do céu, vede os lírios dos campos"
Além do mais, pedia-nos que fizéssemos observações de como a vida se comporta e que deixássemos de nos "pré-ocupar", convidando-nos a olhar para nossa criação divina que a todos acolhe.

O Mestre queria dizer com essas afirmativas que tudo o que vemos tem ligação conosco e com todas as partes do Universo e que somos, em realidade, participantes de uma Natureza comum. As mesmas causas que cooperam para o benefício de uns cooperam da mesma forma para o de outros. Quando há confiança, existe fé; e é essa fé que abre o fluxo divino para a manutenção e prosperidade de nossa existência, dando-nos juntamente a proteção que buscamos em todos os níveis da vida.

Retirado de "Renovando Atitudes - Francisco do Espírito Santo Neto pelo espírito Hammed"

 

 

 

 

Amanhã pode ser tarde...

Ontem?... isso faz tempo!
Amanhã?... Não nos cabe saber...
Amanhã pode ser muito tarde para você dizer que ama, para você dizer que perdoa, para você dizer que desculpa, para você dizer que quer tentar de novo...

Amanhã pode ser muito tarde para você pedir perdão, para você dizer: desculpe-me, o erro foi meu!...

O seu amor, amanhã, pode já ser inútil; O seu perdão, amanhã, pode já não ser preciso; A sua volta, amanhã, pode já não ser esperada; A sua volta,  A sua carta amanhã, pode já não ser lida; o seu carinho, amanhã, pode já não ser mais necessário; O seu abraço, amanhã, pode já não encontrar outros braços....

Porque amanhã pode ser muito ... muito tarde!

Não deixe para amanhã para dizer: Eu amo você! Estou com saudades de você! Perdoe-me! Desculpe-me! Esta flor é para você! Você está bem? .. Não deixe para amanhã o seu sorriso, o seu abraço, seu carinho, seu trabalho, seu sonho, sua ajuda... Não deixe para amanhã para perguntar: Porque você está triste? O que há com você? Ei! Venha cá, vamos conversar... Cadê o seu sorriso? Cadê os seus sonhos?

Onde está sua garra? Estou com você.
Sabe que pode contar comigo?
Lembre-se: amanhã pode ser tarde... muito tarde!
Procure, vá atrás, insista, tente mais uma vez! Só hoje é definitivo!

Amanhã!... Amanhã pode ser tarde... muito tarde!...

 

 

A Força

A paz é harmonia,
serenidade e sabedoria.
Trazemos conosco uma condição
de harmonização, natural,
silenciosa e sábia;
uma grande força.
Uma força tão poderosa
que pode unir povos,
estabelecer formas de relacionamentos,
aumentar a produtividade,
a criatividade de uma nação
e equilibrar todo um planeta.
A paz não é uma simples palavra romântica,
é uma ordem,
uma lei natural que rege o seu interior
e a Universalidade

 

 

 

A paciência

A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.

Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.

A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.

Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. -

Um Espírito amigo. (Havre, 1862.) - Retirado do Evangelho segundo o Espiritismo - Allan Kardec


 

 

 

 

 

O Amor que tenho é o que dou

"...No seu início, o homem não tem senão instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensasões; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas este sol interior..." (Cap XI item 8) - O Evangelho segundo o Espiritismo


Somente se dá aquilo que se possui. Como, pois, exigir amor de alguém que ainda não sabe amar?
Como requisitar respeito e consideração de criaturas que não atingiram o ponto delicado do sentimento que é o amor?
Quem dá afeto recolhe a felicidade de ver multiplicado aquilo que deu, mas somente damos de conformidade com aquilo de que podemos dispor no ato da doação.
Há diversidades de evolução no planeta. Homens mal saídos da primitividade campeiam na sociedade moderna, ensaiando os pirmeiros passos do instinto natural para a sensibilidade amorosa.
Eis aqui uma breve relação de sintomas comportamentais que aparecem nas criaturas, confundindo o amor que liberta e deseja o bem da outra pessoa com a atração egoísta que toma posse e simplesmente deseja:

- Há indivíduos que, para conquistar os outros e convencê-los de suas habilidades e valores, contam vantagens, persuadindo também a si mesmo, pois acreditam que para amar é preciso apresentar credenciais e louros, satisfazendo assim as expectativas daqueles que podem aceitá-lo ou recusá-lo.
- Há criaturas que tentam amar comprando pessoas, omitindo e negando suas necessidades e metas existencias, abandonando tudo que lhes é mais caro e íntimo e depois, por terem aberto mão de todos os seus gostos e desejos, perdem o sentido de suas própias vidas, terminando desastrosamente seus relacionamentos.
- Alguns delegam o controle de si mesmos aos outros, cometendo assim, em "nome do amor", o desatino de renunciar ao própio senso de dignidade, componente vital à felicidade. Não é de surpreender que vivam vazios e torturados, pois tornaram-se "um nada" ao permitirem que isso acontecesse.
- Outros tantos usam da mentira, enconbrindo realidades e escondendo conflitos. Convictos de que têm de ser perfeitos para ser amados, temem a verdade pelas supostas fraquezas que ela possa lhes expor diante dos outros. Acabam fracassados afetivamente por falta de honestidade e sinceridade.
- Certas criaturas afirmam categoricamente que amam, mas tratam o ser amado como propiedade particular. Por nã confiarem em si mesmas, geram crenças cegas de que precisam cuidar e proteger, quando na realidade sufocam e manipulam criando um convívio insuportável e desgastante.

Uma das características mais tristes dos que dizem saber amar é a atitude submissa dos que nunca dizem "não", convencidos de que, sempre sendo passivos em tudo, receberão carinho e estima. Esse tipo de comportamento leva as pessoas a concordar sempre com qualquer coisa e em qualquer momento, trazendo-lhes desconsideração e uma vida insatisfatória.
Requisitar dos outros o que eles ainda não podem dar é desrespeitar suas limitações emocionais, mentais e espirituais, ou seja, sua idade evolutiva.
Forçar pais, filhos, amigos e cônjuge a preencher o teu vazio interior com amor que não dás a ti mesmo, por esqueçeres teus própios recursos e possibilidades, é insensato de tua parte.

É dando que se recebe; portanto cabe a ti mesmo administrar tuas carências afetivas e fazer por ti o que gostarias que os outros te fizessem.
Não peças amor e afeto; antes de tudo, dá a ti memso e em seguida aos outros, sem mesmo cobrar taxas de gratidão e reconhecimento. Importante é que sigas os passos de jesus na doação do amor abundante, sem jamais exigí-lo de ninguém e sem jamais esquecer que és responsável pelos teus sentimentos.
Quanto aos outros, sejam eles quem forem, responderão por si mesmos conforme o seu livre arbítrio e amadurecimento espiritual.


Extraído do Livro Renovando Atitudes - do espírito Hammed, pelo médium Fracisco do Espírito Santo Neto - págs 117, 118, e 119

 

 

 

No momento em que desejas

És agraciado pelo amor silencioso que emana do Universo, és abençoado e protegido pelos olhos do Criador, que te acompanham.
Sabe Ele que é através do amor que encontrarás a tua alegria de ser e estar.
Por isso, toda a paciência e cuidado contigo são necessários; por isso uma terra cheia de cores, cheia de mares, montanhas e vales...
Por isso, por seres quem és, tudo cumpre seu papel no sentido de servir-te abundantemente.
Mas, teus olhos estão fechados e
teu coração sufoca em necessidades...
O propósito maior ainda é desconhecido e não por culpa tua, mas porque te falta abrir os olhos e ver.
Às vezes nem ver é necessário,
mas, apenas acreditar na canção
que o teu coração canta...
Neste ponto está tudo.
E, quando te permites, começas a sentir,
como que por milagre, as águas mansas do saber surgindo, cobrindo a tua aridez,
fazendo brotar vida, despertando o que
dormia profundamente...
Sim, a paciência é necessária.
Tens que ser desperto, para que outros
contigo possam despertar.
Este é o propósito maior e começa aqui:
no momento em que desejas.

Retirado do Livro Renovando Atitudes - de Francisco do Espírito Santo Neto pelo espírito Hammed

 

 

 

Solidão

Tua solidão será grande e dolorida quando não mais sentires conexão com teus irmãos, porque são os teus iguais e são o caminho onde podes crescer em conhecimento e plenitude.
Tua solidão deixar-te-á confuso e magoado enquanto não acreditares na grandiosa capacidade que traz dentro de ti de resolver todos os problemas que te afastam da tua luz.
Tua solidão te deixará perdido entre os caminhos enquanto sentires que, para ti, nada foi reservado, a não ser um estado sofrido, isento de calor e esperança.
Tua solidão far-te-á pequeno, enquanto acreditares que és pequeno, que não foste feito para contemplar e viver na abundância do que foi criado apenas para fazer-te feliz.
Tua solidão existirá enquanto acreditares que estás separado, excluído dos planos de Deus.
Olha por ti criança, e pede a Deus o que te é de direito.
Não te preocupes como poderás fazer, apenas sente e pede.
E no mesmo momento, ser-te-á mostrado um outro mundo que não mais podes lembrar, mas que pertence a ti, porque assim quis Quem te criou.
E este mundo não pode te oferecer a solidão, porque o Seu Criador não gosta de ser só.
Ele te criou perfeito para que nunca viesses a ter necessidade alguma.
E então poderás compreender que te sentes só porque manténs distância de ti mesmo, e por escolheres errado nem Deus te pode contrariar, porque te deu o livre arbítrio para que escolhesses conforme tua vontade.
Mas, Deus não pôde se comprazer da tua vontade, porque não escolheste o que era a vontade Dele para ti.
Fica contente, porque agora sabes que não precisas ser assim.
Abre teu coração e deixa que Deus fale em ti e por ti.
E assim, teus irmãos encontrar-te-ão para aprenderem juntos que não são órfãos e sim filhos do amor e da graça divina!

Sentes solidão, mas não sabes que és eternamente acompanhado por Aquele que te criou. 

Ciranda da vida

É importante para a tua existência que estejas atento para a tentação de te perceberes
a ti mesmo sendo tratado injustamente.
Ser injusto simboliza viver em estados de confusão, sem clareza, sem paz...
Sem querer estar em paz.
A fonte deixa de jorrar em tempos onde
não estás consciente dos passos que dás.
A percepção confusa bloqueia o conhecimento.
A questão não é o tipo de confusão ou quanto ela interfere. A sua simples presença fecha a porta à presença da luz e a mantém desconhecida para ti.
Sem luz a vida não acontece, não floresce,
e a escuridão não tem significado algum naquilo que precisa crescer aos olhos de Deus.
Sê atento, o tempo passa...
Não queiras abandonar-te na fúria
do não conhecer, do não sentir.
Tudo que te é pedido é apenas
tua boa vontade em tratar-te bem,
em cuidar-te acima de todas as coisas.
Cuidar é sinônimo de amor,
de estar presente na grande ciranda da vida
que celebra e cumpre seu destino,
mesmo quando alguns resistem e ficam para trás..


 

Permita-se tentar mais uma vez

Ao nascer e durante toda a infância, tudo acontece segundo nossos desejos. Como todos à nossa volta parecem viver para nos satisfazer, quando chegamos à adolescência e começamos a ouvir não, temos a impressão de que há um grande complô contra nós. Como defesa, rebelamo-nos, brigamos e discutimos para tentar impor nosso ponto de vista. Quando finalmente nos tornamos adultos, contabilizamos a vida como alegrias menos tristezas, vitórias menos fracassos, soluções x problemas, prazer x dor, ganhos x perdas. Alguns acham a conta positiva e vivem bem, satisfeitos com a posição que alcançaram e seu estilo de vida. Muitos, infelizmente, vivem insatisfeitos; trabalhando no que não gostam, convivendo com pessoas que não as valorizam, não as amam ou respeitam. Há aqueles que vivem sós, como defesa ou opção, em função de consecutivas perdas de pessoas significativas como mãe, pai, marido, esposa, filhos, avós, amigos. Neste caso, adquirem a tendência ao isolamento, evitando envolvimentos, como se temessem novas perdas. Ou ainda, vivem sós com o intuito de evitar novas decepções e desilusões.

Quando as contrariedades, frustrações, sentimentos negativos, problemas financeiros e brigas familiares tornam-se constantes, fica difícil manter o equilíbrio emocional. Sentimentos freqüentes deste tipo levam a apatia, tristeza, tédio, confusão e depressão. Tais sentimentos, na realidade, são sinais de medos desconhecidos e inconscientes, como o de viver, de morrer, da solidão, da dor. Cada um deve saber o seu e identificá-lo é o melhor caminho. No entanto, nem todos conseguem identificar os próprios sentimentos, ou ainda, não conseguem modificar situações que tanto machucam. Com o passar do tempo, as insatisfações se acumulam e os objetivos de vida tendem a diminuir, até que deixam de existir e muitas vezes a pessoa acaba desistindo de lutar e até de si mesma. É como se nada mais tivesse significado, principalmente, quando a pessoa não se sente mais importante para ninguém.

Quando se perdem os antigos objetivos, entretanto, é preciso encontrar novos, não importa quais sejam. Ao mesmo tempo, é necessário lembrar que ninguém está livre das contrariedades e frustrações da vida, como as ilusões da infância nos faziam crer. A vida é imprevisível por si só e faz parte do amadurecimento aprender a reagir de forma menos punitiva e dramática aos obstáculos colocados à nossa frente. Se você se sente constantemente frustrado, insatisfeito, lesado, sem espaço para colocar-se, faça com que o respeitem, impondo mais seus próprios limites. Para isso, é preciso antes de tudo aprender a se respeitar, aceitando seus sentimentos, sejam eles quais forem.

É fundamental expressar o que se sente e aprender a dizer não, não gostei. Sentimentos negativos são como fermento, crescem cada vez mais dentro de nós. Por isso, eles são mais prejudiciais quando guardados do que quando assumidos. Tome cuidado para não deixar que a raiva, o ódio, o ressentimento, as mágoas, se transformem em doenças. O desânimo e a indiferença daqueles que amamos podem matar mais que qualquer doença. Não se deve buscar o suicídio psicológico, nem criar doenças para chamar a atenção e, muito menos, se colocar no papel de vítima. O sofrimento será muito maior do que enfrentar a realidade que ela pode trazer. Um motivo freqüente de angústia e sofrimento é a ausência daqueles que amamos, trazendo a sensação de inutilidade e vazio. Com maior freqüência, os idosos são os mais propensos a se sentirem assim e desistirem de viver, apesar de que há muitas pessoas com 18, 20, 40 anos com a mesma sensação. Em qualquer idade, não é só a solidão, a rejeição, a insatisfação e os sentimentos negativos que fazem a pessoa desistir de viver, mas sim, quando não se sentem mais objetos de amor. Para essas pessoas, não há mais perspectiva de futuro, de sonhar, de acreditar, de viver, enfim, não há mais esperança. Mas essa pequena palavrinha esperança pode ser sentida por qualquer um de nós e readquirida a qualquer momento.

Não se esqueça de que: você merece viver, não só porque alguém precisa de você, mas porque com certeza alguém é feliz por você viver. Se alguém não se importa com você, provavelmente, não está valorizando o que você tem de melhor: suas carências, suas experiências, seu carinho, seu amor. Saiba entender e perdoar. Esteja vivo por você mesmo e pelas pessoas que estão ao seu lado. E por estas pessoas que o (a) amam, REAJA! Não se deixe levar. Busque objetivos, algo que dê sentido à sua vida. Volte a ter prazer em viver, independente das contrariedades. Goste da vida, não só pela forma que você a leva, mas principalmente por aqueles que tanto desejam vê-lo (a) bem e feliz! E acredite, você é importante!

 

Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.
Email: r.zago@uol.com.br

 

 

 

achei esse texto bastante interessante então resolvi dividir com vcs sem tirar é claro o merito da autora.

leia com carinho e medite sobre o tema.